Eu não falo mais
Porque já falei
Meu silêncio
É porque já gritei
Meu corpo trava
Porque minha mente esta solta
Desprendida de amor, interesse ou qualquer outra coisa boba.
Desprendida de conselhos ou opiniões inúteis
De inveja, raiva ou coisas fúteis
Meu silêncio lhe irrita
Meu egoísmo mental te incomoda.
Eu não sinto muito pois de mim...
Você só vai ter alguém que lhe ignora.
PCCB
Poesias, contos, crônicas e besteiras!
Tudo aqui ;)
Tudo aqui ;)
sábado, 29 de dezembro de 2018
domingo, 21 de outubro de 2018
Simples
Simples
Estamos em um mundo cada vez mais dividido,
Do lado de lá estão nossos amigos.
Em várias ideologias nos perdemos,
No desapego de hoje, a vitória se dá no número de pessoas que deixamos,
Não importa os momentos,
Não importa se as amamos.
Não, não estou triste ou com raiva.
Não, não houve um acontecimento específico que desencadeou esse texto,
Apenas observo muitas coisas,
Apenas observo muitas pessoas.
Apenas observo,
E na minha pequena experiência de vida penso que no final...
Não seremos julgados por nossos erros,
Seremos julgados pelo amor,
Pelas vezes que doamos, pelas vezes que nos entregamos, pelas vezes que perdoamos... pelas vezes que realmente amamos.
Não seremos julgados pela perfeição, mas pela dedicação.
Não de trabalho, não de estudos, mas dedicação uns com os outros.
Afinal, perdoar está cada vez mais difícil, principalmente quando não se ouve um pedido de desculpas.
Afinal, não somos mais crianças,
Tolas e felizes crianças.
Mas, mantemos nossa birra e orgulho.
Patético orgulho.
Por isso que seremos julgados pelo amor,
Pois simplesmente amar uns aos outros é a coisa mais difícil que fazemos...
Mas é a coisa mais incrível,
Pois é a única coisa pelo qual vale a pena viver.
- Niih
Estamos em um mundo cada vez mais dividido,
Do lado de lá estão nossos amigos.
Em várias ideologias nos perdemos,
No desapego de hoje, a vitória se dá no número de pessoas que deixamos,
Não importa os momentos,
Não importa se as amamos.
Não, não estou triste ou com raiva.
Não, não houve um acontecimento específico que desencadeou esse texto,
Apenas observo muitas coisas,
Apenas observo muitas pessoas.
Apenas observo,
E na minha pequena experiência de vida penso que no final...
Não seremos julgados por nossos erros,
Seremos julgados pelo amor,
Pelas vezes que doamos, pelas vezes que nos entregamos, pelas vezes que perdoamos... pelas vezes que realmente amamos.
Não seremos julgados pela perfeição, mas pela dedicação.
Não de trabalho, não de estudos, mas dedicação uns com os outros.
Afinal, perdoar está cada vez mais difícil, principalmente quando não se ouve um pedido de desculpas.
Afinal, não somos mais crianças,
Tolas e felizes crianças.
Mas, mantemos nossa birra e orgulho.
Patético orgulho.
Por isso que seremos julgados pelo amor,
Pois simplesmente amar uns aos outros é a coisa mais difícil que fazemos...
Mas é a coisa mais incrível,
Pois é a única coisa pelo qual vale a pena viver.
- Niih
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Desabafo dos dias atuais
A maioria de vocês irá pular ou ignorar esse texto. Tudo bem, mas caso resolva (por algum milagre) ficar, esse texto se trata de um desabafo de coisas e pensamentos no nosso país que me incomodam profundamente. Alguns vão concordar, outros discordar, a maioria nem vai ler, mas se trata apenas da minha opinião. Eu pensei muito antes de escrevê-lo, pois, no geral, eu não gosto de me envolver nesses assuntos, mas nos últimos tempos anda difícil não falar nada. Bom, esse texto funcionará em parágrafos, nos quais todos os argumentos e pesquisas que reuni estão separados, para que não haja confusão de ideias. A ideia central do texto é, basicamente, uma alternativa para a pena de morte e porque eu não concordo com ela. As partes que estão em azul são pesquisas e as que estão em preto serão um resumo delas.
Bom, vou iniciar com pesquisas realizadas em diversos sites e de estudos universitários. O site da BBC mostra um estudo publicado pelo Jornal de Lei Criminal e Criminologia da Universidade de Northwestern, em Chicago, mapeou as opiniões de 67 destacados pesquisadores americanos que se especializaram nesse tema. Para 88,2% deles, executar detentos não tem qualquer impacto nos níveis de criminalidade.
A Anistia Internacional calcula que, desde 1973, pelo menos 138 condenados à morte nos EUA acabaram sendo absolvidos antes que a pena fosse executada. Se tivessem morrido, não haveria reparação capaz de trazê-las de volta à vida. O principal argumento pelo fim da pena de morte, no entanto, é o fato de que ela simplesmente não funciona – não, pelo menos, na redução da criminalidade. Exemplo: nos 36 estados americanos que adotam a pena, o índice de assassinatos por 100 mil habitantes é maior que o registrado nos outros 14 estados que não condenam à morte. Na França, especialistas em segurança pública garantem que a violência não explodiu depois que a guilhotina foi aposentada, em 1977. No Irã, o exemplo é inverso: a pena de morte foi reintroduzida em 1979, com a revolução islâmica, mas não significou nenhuma redução das taxas de criminalidade. Por fim, pesa contra a pena de morte um argumento econômico: ela é muito mais cara que o encarceramento. Um dos estudos mais recentes sobre o tema, feito no estado americano do Kansas em 2003, revelou que o custo de uma sentença capital era até 70% mais alto que uma condenação ao cárcere. Um único caso de pena de morte sugava dos cofres públicos, em média, US$ 1,26 milhão (valor gasto do início do processo até a execução), contra US$ 740 mil de um caso comum (até o fim da pena). Na Califórnia, o atual sistema penal, que inclui a pena de morte, custa cerca de US$ 137 milhões ao ano. Sem ela, estima-se que custaria apenas US$ 11,5 milhões.
Ou seja, a pena de morte não reduz a criminalidade, mas cria novos crimes, afinal, a justiça possui falhas e inocentes podem ser condenados por crimes que não cometeram. Além de que em diversos países - como Índia e Irã - a pena de morte é aplicada para crimes não só homicidas, mas também ligados a religião - como o adultério. Outro caso é a homossexualidade, que em países com o extremismo religioso presente no governo, é tratada como crime com pena de morte (revoltante). Além disso, em aspectos econômicos, a pena de morte apenas faz com que o governo tenha gastos elevados, gastos esses que poderiam ir para a saúde e educação.
- No Brasil, 60 mil pessoas morrem por ano, devido aos homicídio.
- Segundo o IBGE de 2014 pra cá, a crise econômica fez dobrar o número de pessoas em condição de miséria extrema. Quatros anos atrás, 7 milhões de brasileiros não tinham o que comer. Hoje, mais de 13 milhões passam fome no Brasil. De acordo com a fundação Getulio Vargas, a fome tem endereço certo: negros, nordestinos, pessoas da zona rural ou das periferias das grandes cidades, com baixo nível escolar, e afeta principalmente as mulheres. Os pesquisadores destacam também o responsável pelo empobrecimento da população brasileira: a recessão econômica, que perdura há quatro anos. Com a crise, vem o desemprego, a diminuição na arrecadação de impostos, corte dos gastos públicos e dos programas sociais. Tudo isso colocou o país, mais uma vez, no mapa da fome da Organização das Nações Unidas, a ONU.
- Os resultados foram publicados pelo jornal científico "The Lancet". Ela foi conduzida pela Comissão de Saúde Global de Alta Qualidade, um projeto do próprio jornal científico que tem duração prevista de dois anos. Financiada pela Fundação Bill e Melina Gates, ela reúne 30 acadêmicos, formuladores de políticas e especialistas em sistemas de saúde de 18 países que estudaram como medir e melhorar a qualidade dos sistemas de saúde em todo o mundo. Segundo a estimativa do estudo, no Brasil, 153 mil mortes por ano sejam causadas pelo atendimento de má qualidade e 51 mil por falta de acesso a atendimento de saúde.
A maioria dos homicídios, ou 92,6%, é de homens. No patamar atual, a violência é o grande fator a levar à morte homens jovens no Brasil. Para essa população, o risco de ser assassinado é maior do que o de morrer por acidentes de carro ou doenças infecciosas, por exemplo. Em 2016, 56,5% das mortes de homens de 15 a 19 anos foram causadas por homicídios. Entre as mortes de homens de 20 a 24 anos, 52,4% foram por homicídios. A maior parte dessas vítimas é negra. Enquanto a taxa de homicídios entre não negros é de 16 mortes para cada 100 mil habitantes, para negros ela é de 40,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Essa desigualdade tem se acentuado nos últimos anos, e atualmente 71,% dos homicídios no Brasil são de pessoas pretas ou pardas. “É como se, em relação à violência letal, negros e não negros vivessem em países completamente distintos”. O relatório destaca que, enquanto houve relativa estabilidade na taxa de homicídios entre estados de Sudeste e Centro-Oeste, houve aumento acentuado entre estados de Nordeste e Norte. Bueno avalia que a piora recente se deve em parte à crise econômica. “Crise econômica e desemprego impactam na dinâmica da violência, inclusive com atrasos dos salários de servidores, como policiais”. (www.nexojornal.com.br).
Ou seja, a crise, a fome e as condições sociais no geral, são fatores que agravam o índice de criminalidade no país. O investimento em setores que alterem esse quadro (como infraestrutura, saúde e educação) é essencial para reduzir as taxas de homicídio.
Bom, a maioria pode argumentar sobre a educação e que isso é coisa de quem "defende bandido". Ok, eu entendo, mas vou deixar as pesquisas feitas em países desenvolvidos falarem por mim.
Bom, se você concorda que a educação deve ser reforçada, mas que os criminosos já existentes devem morrer, eu apresento a você um país chamado Noruega.Vulgo, o país mais feliz do mundo. Vulgo, país nórdico (O modelo nórdico (ou capitalismo nórdico ou social-democracia nórdica) refere-se às políticas econômicas e sociais dos países nórdicos (Dinamarca, Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia), que combinam uma economia de livre mercado com um amplo estado de bem-estar social. Embora existam diferenças significativas entre os países nórdicos, todos eles compartilham alguns traços comuns: suporte para um estado de bem-estar social universalista (em relação a outros países desenvolvidos), que é voltado especificamente para melhorar a autonomia individual, promovendo a mobilidade social e assegurando a prestação universal de direitos humanos básicos; e a estabilização da economia com forte presença de empresas estatais. O modelo nórdico se distingue de outros tipos de estados de bem-estar por sua ênfase na participação da força de trabalho, promovendo igualdade de gênero, igualitarismo social, extensos níveis de benefícios, grande magnitude de redistribuição da riqueza e uso liberal da política fiscal expansionista. A combinação nórdica de uma extensa oferta pública de bem-estar e individualismotem sido descrita por Lars Tragardh, do Ersta Sköndal University College, como um individualismo estatista.).
Esse país reabilita 80% dos seus presos, ou seja, quando eles são liberados, apenas 20% voltam a
cometer novos crimes. O modelo de prisão é a de reabilitação, que foi muito criticada no começo, mas
os resultados foram surpreendentes (e funciona bem mais do que a pena de morte).
Preciso realmente falar mais algo? Calma que o texto não acabou, mas você tem a liberdade nem de
iniciá-lo, mas se já leu até aqui, eu gostaria de destacar mais 2 pontos importantes que possam contra-
argumentar.
"Ah, mas o Brasil não é a Noruega", fato, "não temos recursos suficientes para isso". Mentira.
Possuímos 207 milhões de brasileiros, supondo que, de imposto, cada um pague 1 real por mês (excluindo
qualquer outro tipo de conta, como IPTU, IPVA e etc) serão 207 milhões de reais mensais, mas nós sabemos
que não é só um real que pagamos de imposto por mês. Os cofres públicos deveriam estar cheios de dinheiro, então... qual é o problema? Os aposentados? O direito ao 13º dos trabalhadores? garanto a vocês (ou você, dependendo da quantidade de leitor) que não, o principal problema é a corrupção, pois o Brasil é um país com amplo recursos naturais e que possuem a PEA (Populção Econômicamente Ativa) elevada, ou seja, literalmente, um país rico, mas no qual a riqueza vai toda para o bolso dos políticos. (Isso até poderia ser assunto sobre a aposentadoria, mas isso fica para outro texto). Então sim, mudando a corrupção no país, daria para implementar facilmente o sistema prisional da Noruega. É algo difícil? Sim, mas não impossível, só precisa do primeiro passo.
Ou seja, a crise, a fome e as condições sociais no geral, são fatores que agravam o índice de criminalidade no país. O investimento em setores que alterem esse quadro (como infraestrutura, saúde e educação) é essencial para reduzir as taxas de homicídio.
Bom, a maioria pode argumentar sobre a educação e que isso é coisa de quem "defende bandido". Ok, eu entendo, mas vou deixar as pesquisas feitas em países desenvolvidos falarem por mim.
O combate ao crime não se dá nas ruas. Ele começa dentro da sala de aula, como o antropólogo Darcy Ribeiro muito sabiamente antecipou em 1982: “Se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”. Os governantes não ouviram Ribeiro e, hoje, o Estado paga 13 vezes mais para manter um preso na cadeia que um estudante na escola, segundo a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. Em média, um detento custa R$ 2,4 mil por mês (R$ 28,8 mil por ano), enquanto um estudante de ensino médio custa atualmente R$ 2,2 mil por ano. Em 2013, um estudo do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que para cada investimento de 1% em educação, 0,1% do índice de criminalidade era reduzido. Há uma relação direta entre educação e criminalidade, como apontou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o mapa da violência traçado pelo Ipea em 2014, 50% dos homicídios aconteceram em 71 dos 5.570 municípios e a metade deles nos 10% dos bairros mais pobres das cidades, carentes de políticas públicas. O levantamento do instituto aponta que há uma tendência segundo a qual, para cada 1% a mais de jovens nas escolas, há uma diminuição de 2% na taxa municipal de assassinatos. O nível de escolaridade da maioria dos detentos no Brasil é fundamental incompleto. Tal estatística reforça a tese de que investir em políticas públicas que evitem que a criança entre no mundo do crime é o único caminho para enfrentarmos a criminalidade crescente. Programas desenvolvidos em Pernambuco, Pacto pela vida, e Espírito Santo, Estado Presente, mostram que adotar essa via é apenas uma questão de prioridade. Segundo Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, estudos apontam que só o fato de o jovem estar matriculado já reduz a criminalidade, e, se a Educação for de qualidade, que garanta sua aprendizagem, aí então, ele tem a oportunidade de superar as barreiras da desigualdade.
Para quem continua lendo esse texto (parabéns, merece um chocolate), sim a educação é comprovadamente um fator que reduz as taxas de crimes. Porque? Ora, matemática básica. A probabilidade de alguém que vive em condições precárias, sem acesso a educação e que, futuramente, terá menos chances de arrumar um emprego, de envolver-se em crimes é muito maior do que de alguém que "nasceu em berço de ouro", com as melhores escolas e com a chance de ter a vida que sempre sonhou, sem precisar se preocupar como o que irá comer no dia seguinte. Você pode alegar que antigamente, as pessoas não tinham educação e esse tipo de crime é por mau caratismo, PORÉM, antigamente a sociedade era agrária, logo a agricultura de subsistência e o trabalho braçal não exigiam qualquer tipo de formação, diferentemente dos dias atuais, ontem os caragos e setores mais baixos exigem no mínimo o ensino médio completo. A educação mantém o aluno longe das ruas, a educação garante que o aluno receba comida na escola, a educação dá uma chance para que o aluno possa entrar em uma Universidade e tenha o emprego que sonha, a educação faz com que o índice de desempregos caia. A educação é a maior arma contra o crime, pois ela não cura, mas previne.Bom, se você concorda que a educação deve ser reforçada, mas que os criminosos já existentes devem morrer, eu apresento a você um país chamado Noruega.Vulgo, o país mais feliz do mundo. Vulgo, país nórdico (O modelo nórdico (ou capitalismo nórdico ou social-democracia nórdica) refere-se às políticas econômicas e sociais dos países nórdicos (Dinamarca, Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia), que combinam uma economia de livre mercado com um amplo estado de bem-estar social. Embora existam diferenças significativas entre os países nórdicos, todos eles compartilham alguns traços comuns: suporte para um estado de bem-estar social universalista (em relação a outros países desenvolvidos), que é voltado especificamente para melhorar a autonomia individual, promovendo a mobilidade social e assegurando a prestação universal de direitos humanos básicos; e a estabilização da economia com forte presença de empresas estatais. O modelo nórdico se distingue de outros tipos de estados de bem-estar por sua ênfase na participação da força de trabalho, promovendo igualdade de gênero, igualitarismo social, extensos níveis de benefícios, grande magnitude de redistribuição da riqueza e uso liberal da política fiscal expansionista. A combinação nórdica de uma extensa oferta pública de bem-estar e individualismotem sido descrita por Lars Tragardh, do Ersta Sköndal University College, como um individualismo estatista.).
Esse país reabilita 80% dos seus presos, ou seja, quando eles são liberados, apenas 20% voltam a
cometer novos crimes. O modelo de prisão é a de reabilitação, que foi muito criticada no começo, mas
os resultados foram surpreendentes (e funciona bem mais do que a pena de morte).
- Considerada pela ONU, em 2012, o melhor país para se viver (1º no ranking do IDH) e de acordo com levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil, o 8º país com a menor taxa de homicídios no mundo, lá o sistema carcerário chega a reabilitar 80% dos criminosos, ou seja, apenas 2 em cada 10 presos voltam a cometer crimes; é uma das menores taxas de reincidência do mundo. Em uma prisão em Bastoy, chamada de ilha paradisíaca, essa reincidência é de cerca de 16% entre os homicidas, estupradores e traficantes que por ali passaram. Os EUA chegam a registrar 60% de reincidência e o Reino Unido, 50%. A média europeia é 50%.
- No presídio, um prédio, em meio a uma floresta, decorado com grafites e quadros nos corredores, e na qual as celas não possuem grades, mas sim uma boa cama, banheiro com vaso sanitário, chuveiro, toalhas brancas e porta, televisão de tela plana, mesa, cadeira e armário, quadro para afixar papéis e fotos, além de geladeiras. Encontra-se lá uma ampla biblioteca, ginásio de esportes, campo de futebol, chalés para os presos receberem os familiares, estúdio de gravação de música e oficinas de trabalho. Nessas oficinas são oferecidos cursos de formação profissional, cursos educacionais e o trabalhador recebe uma pequena remuneração. Para controlar o ócio, oferecer muitas atividades educacionais, de trabalho e lazer são as estratégias.
- A prisão é construída em blocos de oito celas cada (alguns deles, como estupradores e pedófilos ficam em blocos separados). Cada bloco contém uma cozinha, comida fornecida pela prisão e preparada pelos próprios presos. Cada bloco tem sua cozinha. A comida é fornecida pela prisão, mas é preparada pelos próprios detentos, que podem comprar alimentos no mercado interno para abastecer seus refrigeradores.
- Todos os responsáveis pelo cuidado dos detentos devem passar por no mínimo dois anos de preparação para o cargo, em um curso superior, tendo como obrigação fundamental mostrar respeito a todos que ali estão. Partem do pressuposto que ao mostrarem respeito, os outros também aprenderão a respeitar.
- A diferença entre o sistema de execução penal norueguês em relação ao sistema da maioria dos países, como o brasileiro, americano, inglês é que ele é fundamentado na ideia que a prisão é a privação da liberdade, e pautado na reabilitação e não no tratamento cruel e na vingança.
- O detento, nesse modelo, é obrigado a mostrar progressos educacionais, laborais e comportamentais, e, dessa forma, provar que pode ter o direito de exercer sua liberdade novamente junto a sociedade.
Preciso realmente falar mais algo? Calma que o texto não acabou, mas você tem a liberdade nem de
iniciá-lo, mas se já leu até aqui, eu gostaria de destacar mais 2 pontos importantes que possam contra-
argumentar.
"Ah, mas o Brasil não é a Noruega", fato, "não temos recursos suficientes para isso". Mentira.
Possuímos 207 milhões de brasileiros, supondo que, de imposto, cada um pague 1 real por mês (excluindo
qualquer outro tipo de conta, como IPTU, IPVA e etc) serão 207 milhões de reais mensais, mas nós sabemos
que não é só um real que pagamos de imposto por mês. Os cofres públicos deveriam estar cheios de dinheiro, então... qual é o problema? Os aposentados? O direito ao 13º dos trabalhadores? garanto a vocês (ou você, dependendo da quantidade de leitor) que não, o principal problema é a corrupção, pois o Brasil é um país com amplo recursos naturais e que possuem a PEA (Populção Econômicamente Ativa) elevada, ou seja, literalmente, um país rico, mas no qual a riqueza vai toda para o bolso dos políticos. (Isso até poderia ser assunto sobre a aposentadoria, mas isso fica para outro texto). Então sim, mudando a corrupção no país, daria para implementar facilmente o sistema prisional da Noruega. É algo difícil? Sim, mas não impossível, só precisa do primeiro passo.
domingo, 18 de março de 2018
Apenas meu
Meu corpo, minhas regras;
Minha vida, minhas decisões,
Minhas escolhas, minhas consequências;
Minha realidade, meus sonhos;
Minha liberdade, meu preço.
Minha vida, minhas decisões,
Minhas escolhas, minhas consequências;
Minha realidade, meus sonhos;
Minha liberdade, meu preço.
domingo, 11 de março de 2018
Sobretudo
Para matar o calor é necessário bem mais que molhar o pescoço,
É necessário um banho;
Para cuidar do cabelo é necessário bem mais que amarrá-lo,
É necessário desenrolá-lo;
Para dormir é necessário bem mais que sonhos,
É necessário sono;
Para ficar bem é necessário bem mais que calma,
É necessário paz;
Para escrever é necessário bem mais que palavras,
É necessário atos e sentimentos no papel;
Para sentir é necessário bem mais que desejo,
É necessário entrega;
Para viver é necessário bem mais que apenas aproveitar cada momento,
É necessário saber que um dia vai morrer;
Para ter é necessário bem mais que conquistar,
É necessário cuidar;
Para matar a saudade é necessário bem mais que um "eu te amo",
O que é necessário, de fato, para matar a saudade?
É necessário um banho;
Para cuidar do cabelo é necessário bem mais que amarrá-lo,
É necessário desenrolá-lo;
Para dormir é necessário bem mais que sonhos,
É necessário sono;
Para ficar bem é necessário bem mais que calma,
É necessário paz;
Para escrever é necessário bem mais que palavras,
É necessário atos e sentimentos no papel;
Para sentir é necessário bem mais que desejo,
É necessário entrega;
Para viver é necessário bem mais que apenas aproveitar cada momento,
É necessário saber que um dia vai morrer;
Para ter é necessário bem mais que conquistar,
É necessário cuidar;
Para matar a saudade é necessário bem mais que um "eu te amo",
O que é necessário, de fato, para matar a saudade?
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
O contrário
Não é porque você não odeia que você ama,
Não é porque você não é escuridão que você brilha,
Não é porque você não faz algo de errado que você faz algo certo.
A vida é mais que o contrário,
A vida é mais que atitudes;
A vida é mais que sentimentos,
Então seja mais junto com ela.
A vida é mais que o contrário,
A vida é mais que atitudes;
A vida é mais que sentimentos,
Então seja mais junto com ela.
Saudade
Assim como o amor, é impossível de descrever,
É ter sem poder realmente ter,
É amar sem ver
É amar,
Sem poder demonstrar,
É esperar,
Se saber quando virá.
Sem saber como virá,
Sem saber se virá.
É não saber se virar,
Com esse amar,
Sem estar.
É desejar bem mais que um toque de pele,
É desejar um toque entre almas,
Um toque com todas as batidas do seu coração.
Qualquer coisa que você leia,
Escreva,
Veja,
Ouça... fazer sentido.
É querer sentir e ser sentido.
É não se esforçar para escrever algo triste, pois a tristeza está em você,
E se esforçar para não chorar enquanto escreve.
É ser consumido pelo amor,
Sem poder consumi-lo.
Um querer sem ter...
E quando, finalmente, se encontrar...
Nunca mais desejar essa tortura em forma de ansiedade,
E, enfim, matar a saudade.
Sempre
Aguardamos
Um
Dia
Até o
Desejo
Eternizar.
É ter sem poder realmente ter,
É amar sem ver
É amar,
Sem poder demonstrar,
É esperar,
Se saber quando virá.
Sem saber como virá,
Sem saber se virá.
É não saber se virar,
Com esse amar,
Sem estar.
É desejar bem mais que um toque de pele,
É desejar um toque entre almas,
Um toque com todas as batidas do seu coração.
Qualquer coisa que você leia,
Escreva,
Veja,
Ouça... fazer sentido.
É querer sentir e ser sentido.
É não se esforçar para escrever algo triste, pois a tristeza está em você,
E se esforçar para não chorar enquanto escreve.
É ser consumido pelo amor,
Sem poder consumi-lo.
Um querer sem ter...
E quando, finalmente, se encontrar...
Nunca mais desejar essa tortura em forma de ansiedade,
E, enfim, matar a saudade.
Sempre
Aguardamos
Um
Dia
Até o
Desejo
Eternizar.
Tudo
Eu tento,
Tento não chorar,
Tento não ficar com raiva,
Tento saber o porquê de tudo isso acontecer,
Tento saber pra quê tudo isso vai acontecer,
Tento saber quando isso vai acabar,
Tento saber quando isso vai me acabar,
Tento saber se eu for destruída, as pessoas ao redor também serão.
Tento saber como parar de ser uma coluna,
Do que adianta ser uma coluna de uma casa que tem as paredes rachadas?
Tento saber se vou conseguir ser forte o suficiente para aguentar o tudo dos outros,
Fazer tudo,
Buscar o meu tudo e, sem me cansar,
Ser o meu tudo.
Mesmo que tudo possa dar errado,
Se eu não fizer de tudo para ser feliz,
Se eu não lagar tudo para ser feliz,
Então nada terá valido a pena.
Teoricamente,
Unidos
Dominamos o
Odio.
Tento não chorar,
Tento não ficar com raiva,
Tento saber o porquê de tudo isso acontecer,
Tento saber pra quê tudo isso vai acontecer,
Tento saber quando isso vai acabar,
Tento saber quando isso vai me acabar,
Tento saber se eu for destruída, as pessoas ao redor também serão.
Tento saber como parar de ser uma coluna,
Do que adianta ser uma coluna de uma casa que tem as paredes rachadas?
Tento saber se vou conseguir ser forte o suficiente para aguentar o tudo dos outros,
Fazer tudo,
Buscar o meu tudo e, sem me cansar,
Ser o meu tudo.
Mesmo que tudo possa dar errado,
Se eu não fizer de tudo para ser feliz,
Se eu não lagar tudo para ser feliz,
Então nada terá valido a pena.
Teoricamente,
Unidos
Dominamos o
Odio.
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